
Diante de aliados políticos de várias legendas e empresários com presença no eixo Rio-São Paulo, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), garantiu na última quinta feira (6) que a economia do Estado com a transferência dos 43 órgãos da administração para a nova sede do Governo mineiro - para a Cidade Administrativa, na Região Norte de Belo Horizonte - chegará a R$ 80,9 milhões por ano já a partir de 2009. A previsão inicial, apenas com relação aos aluguéis de parte dos 53 imóveis usados pela administração estadual, era de R$ 30 milhões.
Um estudo da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag), segundo o governador, que leva em conta, além dos aluguéis, gastos com telefonia, energia, correio, transporte, manutenção de prédios e demais gastos com custeio mostra que a transferência possibilitará a redução dos gastos e também novos investimentos.
Há uma série de itens dos mais variados que, somados, chegam a esse valor que acredito que será aumentado, além da eficiência, além do desenvolvimento que a cidade passará a ter e com algo que me parece extremamente relevante , disse.
A expectativa do governador é de que os primeiros servidores comecem a atender os telefones do Centro Administrativo a partir de dezembro deste ano. O custo total anunciado da obra é de R$ 949 milhões, bancado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), cuja principal fonte de recursos é a arrecadação de royalties da exploração de minério. O tucano fez questão de ressaltar que as obras não receberam recursos do Tesouro. Não são recursos do Tesouro. Os investimentos são recursos da Codemig, uma empresa de desenvolvimento do Estado, recursos que só podem ser utilizados em investimentos que visem o desenvolvimento da cidade .
Em construção desde 12 de dezembro de 2007, a Cidade Administrativa deverá receber, primeiro, servidores da Sede do Governo, que abrigará as estruturas administrativas da Governadoria e Vice-Governadoria, além do Gabinete Militar. Antes de se transferir definitivamente para o local, o governador deverá, em setembro, participar da retirada dos pilares provisórios que sustentam o prédio da nova sede do Governo. A construção, de quatro pavimentos e 147 metros de vão livre em concreto, será sustentada apenas por cabos de aço.
Essa obra é, na verdade, muito mais do que a maior obra civil da América Latina. Ela é um vetor de desenvolvimento econômico para a cidade de Belo Horizonte , ressaltou.
Hoje em Dia - MG